sexta-feira, 13 de julho de 2007

booohooo

Mas que horror de aniversário... Gente, não creio, foi horrível... Eu estou percebendo que eles ficam piores a cada ano. Eu adorava meu aniversário, gostava de me sentir especial, minha mãe sempre me fez sentir especial no meu niver... A sopa de cebola, o jantar lindo... O Bill nem queria pedir takeaway ontem, pois estava muito cansado. Nossa, que eu me senti uma bosta...
Passei uma manhã no hospital com meu William, pois ele não estava muito bem, e os médicos aqui, vou te dizer. Pode ter muito especialista bacana, muito sabido, mas pro povão, é dureza. Vc é tratada que nem bicho, nem parece que vc é gente. A porra do GP nem olhou a garganta do meu filho, falou que ele estava com otite, quando no dia seguinte, eu e Bill, achamos manchas de sangue no lençol do William, nós piramos... Fomos correndo pro A&E, pra ver o que estava acontecendo. O médico, lá, examinou o William e falou que ele não tem nada no ouvido, mas sim na garganta. Sério, vc não sabe em quem acreditar...
Ai, chega de reclamar, pois nem eu mesma estou me aguentando

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Será que vou me arrepender...

Sempre sonhei me ver escritora... Eu abriria minha mente para o mundo e o coro de uhhhhs e ahhhs se seguiriam...
Calma, calma, eu não sou convencida assim, disse que sonhei...

É realmente uma ironia... eu ter tanto medo de ser ordinária (não que nem a bonitinha, mas no senso de ser comum), e ter perseguido a vida de Amélia que eu tenho.
Claro que não sonhei com o trabalho doméstico, aquele que você lava, passa e nada muda, nada te acrescenta... Mas sonhei com uma vida doméstica, com marido, filhos, tudo bem pacífico.
Será que me enganei e vou acabar sentido falta do desafio diário do trabalho-fora-de-casa. Sou realmente uma criatura esquisita... Corro atrás dos sonhos e quando eles chegam eu acho que eles não foram o suficiente. Talvez seja a condição humana mesmo, de sempre querer mais, não sei...
Só sei que as vezes me sinto perdida em um mundo de considerações e ponderações que não me levam a lugar nenhum.